Na próxima semana, procuradores-gerais dos estados americanos vão se reunir com os advogados do Departamento de Justiça dos EUA para compartilhar informações a respeito de suas respectivas investigações sobre a atuação online da Google.
A Google é alvo de um inquérito sobre a possibilidade de estar praticando o monopólio em alguns dos setores em que atua, como buscas e publicidade online, o que pode estar prejudicando o desenvolvimento de outras companhias e serviços, além dos consumidores em geral.
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A investigação sobre a companhia foi iniciada em 2019, pelos procuradores-gerais de 48 estados americanos, do Distrito de Columbia e de Porto Rico.
O inquérito deverá discutir sobre o domínio da Google em serviços online, e, provavelmente, avançará até a participação da empresa no segmento móvel, por causa do Android.
Na reunião da semana que vem, ao menos sete procuradores-gerais, dos que fazem parte da investigação liderada pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, estão presentes. No momento, nenhuma informação coletada por eles ou pelas autoridades federais foi divulgada.
É estranho que as autoridades americanas (e de outros países) ligadas ao comércio compactuem com práticas que certamente irão colocar empresas grandes em um patamar de monopólio, e só depois que essas companhias estão bem longe de poder voltar atrás é que os autoridades resolvem começar a se preocupar com a inércia do desenvolvimento tecnológico e o eventual prejuízo dos consumidores. Empresas como a Microsoft, Amazon e Apple já foram alvo, senão de investigações, mas de críticas bem pesadas neste sentido.
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