A Marinha dos Estados Unidos ganhou sua primeira unidade especializada em drones de ataque, que ficará responsável por aprimorar as capacidades de combate da corporação com dispositivos que estão cada vez mais em evidência no campo de batalha. O anúncio foi feito no domingo (31), mas a divisão existe desde o dia 3 de janeiro deste ano.
Batizado de Equipe de Drones de Ataque do Corpo de Fuzileiros Navais (MCADT), o grupo terá como foco o treinamento de operadores de drones de visão em primeira pessoa (FPV). Os integrantes serão preparados para utilizar sistemas de navegação não tripulados de última geração.

“A missão da equipe é integrar lições do combate moderno; representar o Corpo de Fuzileiros Navais em competições interserviços, nacionais e internacionais; e, por meio de treinamento e competição iterativos, fornecer informações para o desenvolvimento de capacidades de drones FPV de ponta para aumentar a eficácia do combate”, informou a Marinha, em comunicado.
Essa nova unidade também contribuirá para moldar os requisitos de nível de serviço para possibilitar uma rápida implementação de tecnologias avançadas associadas às aeronaves não tripuladas. Além disso, permitirá aumentar a letalidade individual e do grupo por meio de instruções práticas nos eventos de treinamento competitivos.
Alta precisão e economia

O treinamento que será fornecido pela MCADT vai além das competições. De acordo com o major Alejandro Tavizon, que comanda o agrupamento, serão implantados novos tipos de sistemas de pequenas aeronaves não tripuladas, entre os quais drones experimentais e de programas de registro.
Algumas dessas aeronaves são capazes de realizar ataques de alta precisão contra alvos que estejam a até 20 km de distância. Além da letalidade, elas chamam a atenção pelo custo reduzido, saindo por menos de US$ 5 mil cada unidade, o equivalente a R$ 28,5 mil pela cotação do dia, fornecendo uma solução econômica e mais eficaz do que armas caras e de menor capacidade.
Diversos drones FPV de pequeno porte e outros tipos já estão sendo utilizados nos treinamentos e mais modelos serão adicionados nas próximas semanas, permitindo completar efetivamente suas missões. Eles têm capacidades distintas e podem ser usados em variadas operações.
A estreia da MCADT está prevista para um campeonato militar de drones que acontecerá entre o final de junho e o início de julho na Flórida. Os integrantes da divisão vão competir contra unidades como o 75º Regimento Ranger, executando missões táticas em cenários realistas simulando combates modernos.
A importância dos drones na guerra moderna

Com a criação de uma unidade especializada em drones de ataque na Marinha, autoridades de defesa dos EUA começam a atualizar seus esforços de combate em um cenário bastante diferente, em que países como China e Irã dominam a fabricação de dispositivos de baixo custo. Atualmente, as aeronaves não tripuladas são uma das principais armas de guerra.
Desde o início do conflito mais recente entre Rússia e Ucrânia, os drones têm desempenhado um papel essencial no combate, sendo até mesmo considerados os “snipers modernos”, substituindo com eficiência os atiradores humanos. Além disso, eles são implementados nos maiores ataques, de um lado e do outro, causando danos consideráveis.
“O campo de batalha de hoje está mudando rapidamente, e precisamos nos adaptar com a mesma rapidez. A MCADT garantirá que nossos combatentes permaneçam na vanguarda do emprego de drones de precisão, fornecendo uma vantagem crítica em conflitos futuros”, destacou Tavizon.
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Ainda conforme o chefe da unidade, o programa será expandido no próximo ano e os resultados dos testes ajudarão na tomada de decisões sobre futuras atualizações relacionadas à guerra de drones. No entanto, o país ainda terá desafios para lidar se quiser avançar no segmento, como as leis que regulam os voos desse tipo de aeronave e o baixo estoque de peças.
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